O véu das mulheres é de tradição apostólica

O Véu na Tradição Católica - Padre Françoá Costa

São Paulo em determinado momento elogia os cristãos de Corinto porque guardam as tradições (1 Cor 11,2), o qual mostra que aquilo que falará sobre o véu das mulheres é de tradição apostólica. De fato, a Igreja é um lugar de ordem, de hierarquia, de disciplina. Esta ordem se expressa na pregação, na liturgia, nas orações, no governo da Igreja.

O Apóstolo disse também que, no matrimônio, o homem significa Cristo-Esposo para sua mulher; a mulher, a Igreja-Esposa para o seu marido (Ef 5,21-32). Assim como a Igreja-Esposa é submissa ao Cristo-Esposo, assim as mulheres (Igreja) devem ser submissas aos seus esposos (Cristo).

Na visão do Profeta a Isaías, os Serafins, que são anjos da mais alta hierarquia, manifestam submissão velando a face diante do Senhor (Is 6,2), por respeito e submissão durante um ato cultual, no qual rezavam “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo! A terra inteira proclama a sua glória!” (Is 6,3).

Pois bem, o respeito hierárquico eclesial e a submissão diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, no que se refere às mulheres, se manifestam no véu da submissão. Afinal de contas, a Igreja também é submissa ao seu Senhor.

De fato, o homem Adão manifesta a presença de Deus e a mulher representa a presença do homem, pois Eva foi retirada da costela de Adão. Na Cruz, a Igreja é a Nova Eva, Esposa do Cordeiro Crucificado, e é retirada da costela de Cristo crucificado, o Esposo imaculado.

Esta esponsalidade toda espiritual que há entre Jesus Cristo, no Adão, e a Igreja, nova Eva, fica bem representada no sacramento do matrimônio entre marido e mulher. No culto divino, esta realidade misteriosamente esponsal que acontece entre Cristo e Igreja, fica manifestamente expressada entre o sacerdote, representante de Jesus Cristo, e a Igreja-Esposa, porém as mulheres, de maneira muito especial, visibilizam fortemente esta esponsalidade toda espiritual da Igreja.

São Paulo diz que o véu das mulheres é por causa dos anjos (1 Cor 11,10), que cobrem o rosto diante do Senhor (cf. Is 6,2). Então as mulheres se velam imitando os anjos diante do Senhor e por referência aos sacerdotes, mostrando sua submissão ao próprio Cristo. De fato, os padres são Cristo no Altar e fazem tudo em nome e na Pessoa de Jesus Cristo.

As mulheres também devem se velar, explica Santo Tomás de Aquino ao comentar 1 Cor 11, por cautela, por causa da beleza delas. Como os sacerdotes estão muito nas igrejas e as mulheres falam muito com os sacerdotes, o véu os separa prudentemente. Como diz Santo Agostinho, homem e mulher tem certa “união” “espiritual”, inclusive de “maneira sensitiva”, por isso devem ser muito cuidadosos, também nas coisas espirituais. É inegável que o homem tem uma sensualidade pela mulher, motivo pelo qual as mulheres devem se velar.

Por último, a estética católica também pede o véu, pois o culto divino, cuja máxima expressão é o Santo Sacrifício da Missa, possui uma estética própria, aquela do Calvário, no qual os Anjos cobrem a face ao verem seu Senhor ser matado. A estética do Sacrifício pede um sacerdote na Cruz e uma Igreja coberta.

Pe. Françoá Costa,

Brasília, 16 de julho de 2025

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